COMENTÁRIOS 
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by Maria Antonieta Jordão Borba

 Suelen Martins, 24/10/2015

Eu votei "Diálogo aberto e ação plural", o fiz pois a meritocracia me incomoda, porque não sou " passante" na UERJ - ainda que não veja a hora de me graduar -, o fiz não pq sou militante ou baderneira ou apoiadora de greves e trancaços, como dizem alguns dos meus colegas de curso, mas sim pq sou honesta comigo mesma, pq se fizesse diferente estaria sendo contrária à minha verdade em construção. Votei chapa 2 pq queria algo novo, algo que me tirasse o fôlego e me fizesse lutar por um instituto de posicionamento, um instituto forte que se coloca frente às barbaridades que vêm acontecendo em nossa universidade, principalmente com nossos queridos e amigos funcionários (terceirizados ou não), professores e alunos. Votei chapa 2 pq queria ver a discussão fluindo nos corredores, as opiniões sendo debatidas, as dúvidas e certezas sendo solucionadas, questionadas e contrariadas.

Não votei errado, votei certo, votei feliz, votei convicta. Não só eu, mas tb meus 599 colegas.

Todo o meu respeito e atenção à chapa que venceu. Não se pode fechar os olhos e ignorar tantos votos de oposição e tb não se deve ver tal posicionamento como uma afronta, mas sim como um sinal de que como está, não está bom. É preciso mudar e esperamos poder contar com vcs, que são professores, motivo pelo qual participei tão motivada, pois era uma campanha entre professores. 

É nisso que acredito é nisso que tenho fé: que meus professores sejam professores acima de qualquer outra coisa, que zelem por essa profissão que rege nosso ILE, que não se tornem apenas burocratas, mas sim sejam sempre professores. Minha esperança não se finda com a vitória da chapa 1, mas se fortalece com a importante mobilização promovida pela chapa 2, que encheu nosso ILE de esperança, que deu voz aos alunos não só na votação de diretoria do Instituto, mas tb na expressão de voto para reitoria.

Aahh... que linda é essa nova fase!! Que seja o início de um grupo estudantil de caráter e coragem, que a poesia nos embale e nos faça persistir proclamando nossa fé em uma universidade igualitária, na qual os fortes estendam as mãos aos menos fortes e os ajudem a se fortalecer, fazendo a nossa sociedade acadêmica mais sólida e significativa.

Aos queridos Bruno Deusdará e Gustavo Bernardo, meu agradecimento por tantas emoções e engrandecimento. Às professoras Magali e Márcia, meus parabéns e confiança em uma gestão forte e aberta!!

Foi uma campanha linda!! Foi uma eleição histórica, na qual todos somos vencedores de formas diferentes, porém significativas.


 Iuri Pavan, 23/10/2015

O diálogo com o corpo discente é um fator fundamental na gestão de uma direção de instituto. Praticamente toda e qualquer medida desse órgão tem de ser tomada pensando no estudante, visto que ele é - ou pelo menos deveria ser - o público-alvo deste. No entanto, o ocorrido de ontem me prova, mais uma vez, que a atual direção e a chapa de situação, eleita, não compartilham dessa perspectiva.

575 estudantes escolheram o projeto político que acreditaram e acreditam ser o melhor para o Instituto de Letras, contra 292 estudantes que optaram pela chapa de situação - por motivos que eu ainda procuro entender. Esses 292, somados aos 106 professores e técnicos-administrativos que também votaram na situação, não chegariam nem perto daquele número de estudantes - nem mesmo se a essa conta fossem adicionados os 54 votos de professores e técnicos na chapa escolhida pela maioria. Seria 575x452. Ainda ganharíamos com folga. Ainda assim, o Diálogo Aberto e a Ação Plural perderam. E perderam por um único motivo: porque os professores quiseram; porque, em uma proporção totalmente absurda e antidemocrática, o voto de UM professor tinha o mesmo valor que o voto de ONZE alunos. Ué, mas se a direção é mais para o aluno do que para o professor, por que o voto deste é mais importante?

Estou há pouco mais de um ano na UERJ e somente nesta semana eu conheci a atual diretora do instituto. Dentro do tempo em que eu estive cursando Letras, nunca houve um diálogo da direção com as minhas turmas, nem mesmo uma recepção na minha época de calouro. Jamais ouvi falar da diretora, jamais comentaram dela comigo. Em contrapartida, desde o começo deste ano só ouço coisas boas a respeito do Bruno, o candidato à vice-direção. Desde a época que eu entrei no DALB até agora, nunca houve diálogo da direção conosco, a entidade que representa os alunos. Nem mesmo estando dentro do DALB eu consegui conhecer a tal diretora.

Dito isso, é realmente preocupante que a chapa de situação, que foi eleita, se chame Prosseguir, porque prosseguir com a conjuntura atual do instituto é inviável. Prosseguir com o quê? Com a falta de diálogo com o corpo discente? Com a péssima divulgação e escassez das ofertas de bolsa? Com a falta de professores? Com o Conselho Departamental, a maior instância deliberativa do instituto, em horários inacessíveis aos estudantes - e com risadas na cara de membros do DALB quando estes pedem que o horário mude? Com o mantimento do voto paritário, priorizando as escolhas dos professores em vez das dos alunos? Não, eu me recuso a prosseguir dessa maneira.

Fico sinceramente triste por todos nós, os 575 estudantes - e 54 docentes - que elegeram a Diálogo Aberto e Ação Plural como sua direção, mas tiveram sua manifestação silenciada por 106 professores, que, aparentemente, são mais valiosos. A direção que eu escolhi falou em sua campanha de voto universal, que é a medida que coloca os professores no mesmo patamar que nós, alunos. Então não me surpreende que eles queiram prosseguir. O que me surpreende é: se, na conjuntura em que estamos, é para prosseguir, eu realmente tenho pena do Instituto de Letras nos próximos quatro anos.


 Grasi Schaid, 23/10/2015

VOCÊS GANHARAM!!! Foram eleitos pelos alunos! Em um número considerável, que se contasse com peso, como pessoas realmente importantes, teriam dado à vocês um ganho "de lavada". Expresso aqui a minha indignação, visto que haja, dentro do que deveríamos chamar de democracia, estratégias e manobras tão gritantes e meritocráticas, que é desnecessário esmiuçá-las, já que para os bons entendedores "um pingo é letra". Letra esta que fará de nós, alunos, muito mais pensantes, lutadores e exigentes. Letra esta que, graças aos dois, e a tantos outros professores que tive, e tenho, ao longo dos meus estudos, não me fazem apenas mais uma, convencida com propostas surreais, mas que me proporcionam olhar o mundo de uma maneira real, questionando sua veracidade ou não.

Dedico, com todo o carinho, o meu voto, o meu abraço e, mais ainda, a minha garra (ainda que debilitada), mesmo diante de tantas movimentações e burocracias injustas.

#‎MeusVencedores #‎ProfessoresQueSabemFazerHistória #‎MadrugadaDifíci


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 Hyago Costa, 23/10/2015

Gente, não é aniversário de vocês, mas estão de parabéns!! O que foi essa eleição, gente? Meu Deus!!

Vocês inflamaram TODO UM CORPO ESTUDANTIL a comparecer em PESO às urnas. Tiraram alunos, que outrora não queriam nem votar, do marasmo das cadeiras de ouvintes e nos deram voz. Começaram um verdadeiro Diálogo Aberto. A Ação Plural começou nessa eleição e teve sua maior repercussão durante a madrugada. Tanto que a maioria linda dos estudantes escolheu vocês!

Muito obrigado por decidirem sair das cadeiras confortáveis da sala dos professores e irem sentar conosco no chão da escada pra nos ouvir. 4 anos passam rápido e, se decidirem voltar como oposição, nós ESTAREMOS AQUI! Apoiaremos + uma vez e iremos juntos nessa.

Afinal, o formigueiro foi assanhado!!


 Yasming Pereira, 23/10/2015

Conversa entre uma monitora e um professor:

Monitora:  Nem sempre a maioria é a maioria, não é mesmo professor?

Professor: Sim. Mas houve uma maioria que gritou; houve uma maioria que demonstrou não estar contente com esse discurso do mesmo... E esse grito deveria ser levado em consideração pela atual chapa da direção.

Nem sempre a maioria é a maioria. O que se observa é que a força de uma autoridade se impõe diante de um grito quase ensurdecedor de mais de 500 pessoas. Quantas vezes a lei determina o destino de milhões? Quantas vezes a lei silencia o grito? Talvez seja esse o momento em que a democracia age perversamente de modo inverso. E é exatamente aí que nós percebemos que os mecanismos que criamos em nosso favor, para atender nossas necessidades, também são usados com intuitos contrários aos iniciais.

Ainda bem que há a certeza da força do grito, ainda que as equações dos votos possam equilibrar e inibi-lo, mas ainda assim, há uma força que demonstra que há algo que incomoda, que perturba, e que a necessidade que pulsa neste momento é contrária à mesmice desse discurso do mesmo. Um pulsar que demonstra uma positiva perspectiva de educação política latente em um corpo discente, que até então apresentava um comportamento morno e contraído, mas que viu em um debate político entre chapas a possibilidade de uma reação que acaba por me trazer muita felicidade junto a essas mais de 500 vozes. E sobre isso, quem disse que não ganhamos?


 Janaína Cardoso, 23/10/2015

Parabéns, Gustavo & Bruno! Todos ganhamos muito com este movimento! Agradecemos ao esforço e dedicação de vocês.

Os resultados gerais infelizmente demostram uma Uerj ainda muito tradicional. No entanto, os alunos de Letras estão contra esta corrente, dos mais de 800 votos, cerca de 700 foram para a chapa de oposição à reitoria e quase 600 de apoio a vocês. O que é mais importante é que os alunos percebem agora o poder que têm. Comentavam ontem que irão participar mais ativamente do CD e de outros fóruns universitários, antes nem sabiam o que era CD. 

Como o Gustavo sempre afirma, todo o processo está sendo uma grande aula, uma grande aula de democracia! E o que é mais importante, demonstrando que dá para fazer/ser oposição de forma séria, mas sem perder a alegria, e muita muita união.

Somos todos vencedores!!! Muito obrigada, amigos!


Gabi Bilangieri, 23/10/2015

 Parabéns aos professores Gustavo e Bruno! São vencedores pela belíssima campanha e por incentivar os alunos a participarem das eleições, ressaltando a importância do voto e fazendo muitos de nós pensarmos melhor e nossas atitudes em relação ao ILE e a quem o dirige! Não foi dessa vez para a Chapa 2, mas continuem fazendo esse trabalho lindo!!!


Gisele de Carvalho, 23/10/2015

‎ Durante a campanha, já se sabia que o ILE não seria o mesmo, vencendo quem vencesse. Não foi dessa vez para a chapa Diálogo aberto & Ação Plural. E isso quer dizer só isso: uma questão de tempo. 

Parabéns, Gustavo e Bruno pela bela campanha, por terem reunido tanta "gente fina, elegante e sincera, com habilidade para dizer mais sim do que não", sem medo de mudar, sem medo do novo. Parabéns aos alunos e alunas da Letras, que encheram a urna com seus 878 votos, dos quais 575 foram para nossa chapa. Emocionante!

MUDAR ainda é o verbo a ser conjugado.


Fernanda Medeiros, 23/10/2015

Gustavo e Bruno, muitíssimo obrigada pelos ares animados que sopraram no ILE. Vivemos um momento muito interessante nessas últimas semanas, provocados todos a pensar, repensar, no que queremos da vida docente e institucional. Foi uma ótima oportunidade, graças à presença da Chapa 2, que todos tivemos de lembrar que as coisas que são "assim" não precisam ser "assim". Muito legal. Considerem-se muito vitoriosos e não saiam da cena. Beijos.


Cláudia Amorim, 23/10/2015

Bela campanha, com momentos muito emocionantes e um debate histórico. 

Parabéns Gustavo e Bruno! Beijos!


Patrick Lara Marins, 23/10/2015

Sobre as eleições da/na Letras:

Tivemos o maior quórum eleitoral de toda a universidade e, de longe, a MAIOR participação dos estudantes em todas as esferas (Reitoria/CEH e direção de centro).

De 970 votos de estudantes na urna do 11º andar, quase 80% (741) foram para a chapa Transformar Uerj. A maioria esmagadora dos estudantes da Letras mostrou seu repúdio ao modelo criminoso e privatista de gestão da universidade.

Na direção do ILE, os estudantes foram responsáveis por 84% da votação. Foram 878 estudantes votantes, contra 163 professores. Desses 878 estudantes, 575 (quase 66%) apostou no DIÁLOGO ABERTO E NA AÇÃO PLURAL na gestão de um dos maiores institutos da universidade.

Em relação à chapa da situação, ficou provado que a política de boicote à participação discente nas decisões administrativas do Instituto é, sim, muito justificada. O que eu vi foi MEDO no rosto daqueles que acham que podem PROSSEGUIR com o acordismo barato e com o distanciamento hierárquico entre professores e estudantes. O desespero para fechar a urna o mais rápido possível, ameaças disfarçadas de propostas, o verdadeiro TERROR ao ver que, pela primeira vez em décadas, a massiva participação discente poderia fazer a diferença. E fez.

Ainda assim, na fórmula sem sentido à qual são aplicados os votos, 1 mísero voto de professor equivaleu ao de 11 estudantes.

Do resultado de uma eleição em que, mais uma vez, os estudantes foram derrotados pela burocracia, fica o aprendizado: precisamos (e vamos) virar esse ILE do avesso!

Às (velhas) novas chapas eleitas, foi dado o recado: "quem não pode com a formiga não assanha o formigueiro!"

Em tempo: minha gratidão a Gustavo & Bruno  por terem tido a CORAGEM de defender um projeto de Instituto pelo qual vale a pena lutar. Vocês são demais. Sério.


Juliette Vasconcellos, 21/10/2015

Vote em Diálogo aberto & Ação Plural para o Instituto de Letras UERJ!

Eu, particularmente, não tenho nada contra a atual direção. Entretanto tenho certeza que uma mudança agora seria fundamental e muito bom para nós. A julgar pelos candidatos que são dois dos melhores professores que temos. Ambos, Gustavo e Bruno, sempre foram daqueles que não entram em sala somente para passar conteúdo. Sempre foram além das barreiras da sala de aula e promoveram reflexões políticas. 

Tenho a certeza de que a Reitoria será muito cobrada para realizar as devidas melhorias. Dois professores queridos por todos os alunos por serem didáticos, coisa que, por mais simples que pareça, não é exercida por grande parte dos docentes.

Como já dizia Mario Quintana em seu "Poeminho do contra":

Todos esses que aí estão
Atravancando meu (nosso) caminho,
Eles passarão...
Eu (nós) passarinho


Victor Hugo Adler Pereira, 21/10/2015

A votação começou e estamos convivendo e nos confraternizando diante dessa oportunidade de demonstrar o interesse pelo futuro do Instituto de Letras! O surgimento da chapa Gustavo e Bruno provocou o debate sobre o futuro do Instituto e sobre suas relações com a Universidade... e com nossa sociedade!

Que bom ter surgido uma chapa que motivou docentes, técnicos administrativos e estudantes a se sentirem responsáveis pelo futuro do Instituto!

Já é uma grande vitória ter surgido um novo horizonte de debates, a oportunidade de reunir aqueles e aquelas que desejam promover uma renovação em nossas práticas, dinamizar esse espaço com tanto potencial na Universidade!

Parabéns ao Gustavo e ao Bruno por terem aceitado tomar à frente essa responsabilidade! Os frutos dessa atitude já são uma vitória!!!

Vamos votar e nos confratenizar, durante a eleição, respirando o clima de interesse pelo Instituto promovido pelo lançamento dessa chapa! Uma respiração contra a apatia e a delegação de responsabilidades para o presente e o futuro do Instituto!

Que bom estarmos vivendo esse clima!

Parabéns Gustavo e Bruno de terem proporcionado essa nova experiência coletiva! Essa já é uma vitória!


 Charles Antonio, 18/10/2015

O Instituto de Letras da UERJ sempre me afetou como um corredor de espelhos. Nas últimas semanas, com o surgimento da chapa Diálogo aberto e ação plural - Letras UERJ, um novo ambiente se instaurou nos corredores do nosso andar. Aqueles corredores cinzas, apáticos, coloriram-se com questionamentos e tomadas de posições acerca dos problemas que envolvem nosso curso. Quando, na última quarta-feira, o auditório de Letras estava lotado para o debate entre as chapas, percebi que minha preocupação com o ILE era compartilhada por muitos amigos e professores. Todos estavam empolgados com a possibilidade da discussão.

Estranho! Alunos e professores de letras empolgados com a possibilidade da discussão? Auditório lotado para discutir ideias?

É triste e feliz essa situação.

Triste por chegarmos a esse ponto vergonhoso de ficarmos animados com uma situação que deveria ser constituidora de um curso de letras. O fundamental para nosso curso se tornou extraordinário. Os atos de discutir, debater e analisar pontos divergentes se tornaram quase um crime dentro dos corredores da UERJ - comprova minha afirmação a perseguição a alguns alunos para votar em determinada chapa, desrespeitando a autonomia estudantil.

Feliz pela possibilidade de continuação da mudança - já iniciada quando os professores Gustavo e Bruno se encontraram com alunos para conversar. Feliz por terem resgatado algo que nos une: a preocupação com o CURSO DE LETRAS. Somos divididos em habilitações, mas descobrimos, nesse processo eleitoral, que temos algo em comum: somos letras. Somos apaixonados por línguas diferentes, porém compartilhamos a paixão da escrita, da leitura, do pensamento.

Creio que precisamos votar no que nos une e cria nossa identidade. Por essa crença, voto na chapa dos professores Gustavo e Bruno. Ainda que eu seja do setor de alemão - setor da candidata da chapa Prosseguir - voto nos professores citados. Antes de ser do curso de alemão, sou do curso de letras.

Banheiros sujos, falta de disciplinas, desorganização na carga horária, falta de diálogo com estudantes, escassez de bolsas etc., afetam a mim tanto quanto meus amigos de outras habilitações. Se estou junto a eles nos problemas, quero estar junto na construção de uma solução possível.

As duas chapas tiveram oportunidades de demonstrar trabalhos, embora em âmbitos diferentes. O que fizeram?

A chapa Prosseguir, da atual direção, não promoveu o básico com os estudantes. Não fomos questionados sobre os problemas estruturais do curso. Não houve diálogo para a promoção de um ambiente mais agradável e exitoso de aprendizado. A resposta da atual direção para nossos questionamentos é uma porta no final de um corredor de labirintos do qual não conseguimos sair.

A chapa Diálogo Aberto e Ação Plural, embora não tenha dirigido o ILE, realizou um série de trabalhos. O professor Gustavo, já conhecido pelos seus livros, aulas e atividades de pesquisa que sempre privilegiaram os alunos. Professor Bruno, militante na busca de uma universidade de qualidade. Estava lá na conquista da DE, do pagamento dos terceirizados, no repasse de verbas etc.

É possível imaginar que Gustavo e Bruno não realizarão suas propostas? A resposta está no histórico dos dois: mais de duas décadas de UERJ e CAP. O envolvimento desses professores com a UERJ e seus históricos de conquistas importantes para a instituição dão a resposta a pergunta feita.

Voto e apoio a chapa Diálogo Aberto e Ação Plural por enfrentar o medo que toma conta do instituto: medo que ele definhe ainda mais, medo de se posicionar, medo da perseguição de professores, medo que o medo se naturalize.

Fabíola Fernandes, 17/10/2015

Nesses oito anos em que frequento os bancos acadêmicos da UERJ, seja na graduação ou agora no mestrado, nunca soube quem eram as pessoas que, de dentro de seus gabinetes, deliberavam sobre a sorte do ILE. Percebi sim, ao longo desses anos, por meio da minha formação, que só é possível pensar sobre temas vinculados à Política Pública voltada à Educação, quem conhece a realidade de uma sala de aula com todas as suas questões e sabe das dificuldades e anseios dos alunos. 

Nosso ILE está hoje visivelmente abandonado e sem oxigenação, tanto em termos humanos quanto estruturais. Precisamos, a fim de obtermos uma revitalização de nosso Instituto, de pessoas (professores!) como o Gustavo Bernardo e o Bruno Deusdará à frente do ILE, trabalhando com transparência, competência e determinação para dar um novo fôlego a todos nós que estamos hoje na UERJ e que temos amor por essa casa! Por isso meu voto é de vocês, incondicionalmente! 
 Filipe Machado Bonfim, 16/10/2015

Debate incrível. Duas chapas, duas visões. O diálogo versus o vamos prosseguir. Prosseguir? Como? Localização? Como aluno de Literatura, serei contemplado com um intercâmbio para a Alemanha? 

Acho que não. Saí de lá com essa dúvida: vamos prosseguir juntos dessa forma? Sem uma percepção real de todas as habilitações? Observando o Diálogo aberto e ação plural - Letras UERJ, encontrei um novo fôlego, uma nova direção traçada não só pelo desejo de nossos maravilhosos professores, mas também do corpo discente cansado de uma política fechada a sua própria comunidade. 

Sendo assim, reafirmo o meu voto para o Diálogo Aberto e Ação Plural, Gustavo Bruno. na esperança de um andar plural para todas as habilitações.


Carmem Praxedes, 16/10/2015

Após os debates do dia 14/10/2015, podemos falar que muita coisa já mudou no Instituto de Letras da UERJ, devido à iniciativa e a coragem daqueles que se manifestaram contra a chapa de coalizão para a direção do instituto. 

Sempre me perguntei como poderia haver uma chapa desse tipo, se a discussão prévia sobre as candidaturas não chegavam aos departamentos, o que ocorria era a apresentação dos candidatos escolhidos por um grupo formado por docentes, até onde sei, que se entendiam detentores de uma expertise capaz de torná-los especiais em relação aos demais profissionais e estudantes e, por conseguinte, poderem melhor do que os demais encaminhar o futuro do instituto. Formavam assim a aristocracia do ILE a quem todos os outros deveriam obedecer. Difícil acreditar que isso aconteça em uma universidade pública e gratuita, no Rio de Janeiro, e em 2015. Submetiam a nós docentes, técnicos e estudantes a práticas feudais em um ambiente universitário! 

Não entramos aqui no juízo de valor das intenções, dos feitos, dos títulos ou até da respeitabilidade acadêmica dos componentes desse grupo, pois confesso apreciar deveras os escritos de alguns deles. O que se põe à mesa hoje na UERJ é o exercício pleno das práticas democráticas, tendo em vista o bem-estar social. E, infelizmente, nisso o Instituto não é um exemplo. Saliente-se que a minha visão de democracia não se restringe singularmente ao voto, mas se amplia nas práticas que lhe são anteriores e lhe servem como instrumento de reflexão; ou seja, a circulação plena de informação e conhecimentos, de modo a viabilizar a discussão necessária para a tomada de decisão e gestão coletiva do bem público. 

Por isso, não posso estar de acordo com a estratificação nas decisões como a do fórum das licenciaturas, em que a representação dos envolvidos – estudantes, técnicos e docentes – foi minimizada a pretexto de ser impossível a discussão em fóruns maiores. Defendo que 800 cérebros percebem os fatos e dados da realidade melhor do que 8 e ainda entendo que um mesmo ser, coisa ou objeto do mundo não será observado, apreendido e reconhecido da mesma forma. Digo, com isso, que a formação docente, tanto na UERJ, quanto no ILE, necessita ser amplamente discutida; da sua fundamentação filosófica aos descritores curriculares, bem como o bacharelado, podendo ser inovador, se esse for o produto de estudos e discussões com a comunidade direta e indiretamente envolvida. É trabalhoso, sim, mas as tecnologias da informação estão aí para nos ajudar.

Zinda Vasconcellos, 16/10/2015

Foi histórico. Estou há 20 anos na Uerj e nunca vi nada parecido. Coisas sendo discutidas realmente, e diante de muita gente interessada. Compromissos sendo assumidos (ou "fugidos"... rs).

Espero que nunca mais o ILE volte a ser o mesmo de antes, com chapas sendo costuradas no gabinete, direção acumulando o poder executivo com o legislativo, nos privando de real representaçao nos conselhos superiores, decisões das subreitorias e outras instâncias sendo tomadas sem ao menos sabermos delas, menos ainda podendo ter voz a respeito (como os critérios horrendos votados para o BPC, sobre os quais ninguém teve a oportunidade de se pronunciar), obras sendo feitas sem consulta a ninguém sobre as prioridades e sem ao menos ser informadas (como o laboratório de línguas que foi feito no décimo-segundo andar de que os professores de línguas do ILE só souberam pelo boletim da Faperj), materiais pedagógicos sendo comprados tb sem nenhuma consulta às áreas potencialmente interessadas, e portanto sem planejamento de uso, sites do ILE desperdiçados como meio de transmissão de informaçoes à comunidade (com dados de anos atrás...), etc., etc., etc.

Boa sorte a nós todos.


Juliana Fiuza, 15/10/2015

Honestidade é admitir que o justo, muitas vezes, não é o que é melhor para você. Generosidade é lutar pelo justo, ainda que você não ganhe nada com isso. Numa sociedade individualista e competitiva, imposta pela lógica do capital, a gente só não enlouquece quando nos cercamos (e isso é uma escolha!) de gente justa e generosa. Esse mundo é tão ruim que tem gente que sequer acredita em justiça e generosidade. Um beijo para o Bruno Deusdará, Susana Padrão, Cleier Marconsin, Gustavo Bernardo e Bruno Deusdará, e para a amada Lia Rocha lutando na Asduerj. Tem muita gente justa e generosa no mundo, mas eles são os justos e generosos por hoje.

Geraldo Pontes, 14/10/2015

Parabéns colegas, pela sustentação segura, serena e bem-humorada de Gustavo às perguntas no debate de hoje à noite. Postura saudável e positiva, que é a do convite a pensar em relação a tudo o que é passível de se pensar de fato, sem se ter que obrigar a entender que já está pronto e é da ordem do intocável, mesmo quando é preciso manter coisas que já vêm prontas, temporariamente ou não.

Postura bem-vinda de não aceitar a impossibilidade de se considerar e esclarecer, revendo o cansaço que a rotina traz e leva a se imputar às normas a necessidade de se passar por cima de tudo.

Parabéns às apresentações dos dois! Estou com a chapa 2, sem ter que concordar com as inclinações pessoais que sejam (e que aqui não vêm absolutamente ao caso), achando que democracia é poder discordar, em pontos que possam existir, daqueles que apoiamos.

Espero que os ventos tragam esta vitória ao ILE!


Zinda Vasconcellos, 03/10/2015

Acho super simbólica, e comovente, a combinação de perfis dessa chapa. De um lado, um professor no fim de carreira que deseja deixar um legado. De outro um professor jovem, mas com a vida quase toda ligada à Uerj (desde ser filho de professora da Uerj, estudante no Cap por toda a vida escolar pré-universitária, aluno nosso na graduação e na pós, ex-representante de alunos no Conselho Universitário, ex-presidente de associação de professores) e que deseja construir o futuro. Desejo toda a boa sorte a ambos, e a nós mesmos, que teremos muito a lucrar com a vitória deles: mais democracia interna, mais consulta à nossa comunidade, mais circulação de informações.


Grasi Schaid, 25/09/2015

Vocês são nota 1.000! Não tenho apenas orgulho de ter sido aluna de ambos, mas de conhecê-los como pessoas, através de suas posturas, que levam aos alunos o incentivo ao raciocínio crítico e criativo, incitando em cada um seu maior potencial, de maneira produtivamente igualitária. A humildade de vocês me encanta. Professores conceituados, com uma visão tão aberta e respeitosa, que dá ORGULHO de vê-los nessa campanha. Todo o meu apoio é para vocês!!


Daniele Andrade, 10/09/2015 

Gustavo e Bruno, o desafio da gestão ética e competente é nada perto da riqueza de essências que vocês são!! É muito confortante, revigorante e encantador saber que em Letras poderemos ter além das letras: poderemos viver a experiência do respeito - para além das ideias! Estou na torcida!!